Sem pagar a GFK há um ano, SBT, RecordTV e RedeTV acertam volta ao Ibope


Final de 2013, RecordTV, SBT e RedeTV anunciam a união para trazer ao Brasil a alemã GFK, empresa que vinha fazer a medição da audiência no país, sendo concorrente do Ibope, que era acusado de manipulação em favor da Globo. Naquele momento, as emissoras brasileiras se comprometeram a financiar parcialmente a chegada da empresa no Brasil, apoiando a sua operação nos primeiros anos com 100 milhões de dólares, “pouco mais” de 300 milhões de reais.
No entanto, até aqui só foi aplicado pouco mais de 40 milhões de reais por parte das três. A GFK deveria iniciar a divulgação dos dados de audiência no início de 2015, mas atrasou em um ano, só começando no início do ano passado. Além disso, não conseguiu cumprir o percentual de 95% dos aparelhos de medição funcionando de forma contínua, atualmente esse número está em 91%. As emissoras ainda se queixam de não receberem informações sócio-econômicas do seu público.
Diante disso, há mais de um ano, os canais deixaram de injetar dinheiro na GFK, que já vem tendo uma operação deficitária, ou seja, está dando prejuízo. Executivos das emissoras e da empresa alemã não conseguem mais se darem bem, por isso mesmo, as relações acabaram sendo cortadas, fazendo com que apenas os advogados das interessadas conversem, o que explicita o clima de guerra.
Aqui no Brasil, a GFK é representada pelo escritório CMA (Claudio Mello Advogados), que é parceiro do DLA Piper, uma outra firma de advocacia, que, dentre os seus clientes, conta com KKR Holding, que por sua vez é o fundo de investimentos responsável por comprar as operações da GFK. Os executivos da holding não querem a empresa no Brasil e busca uma solução, que pode ser a venda da medidora. Curiosamente, RecordTV, que estava rompida com o Ibope, já assinou um novo contrato de longo prazo. SBT e RedeTV já se mostram interessadas e devem assinar um vínculo ainda esse ano, colocando fim na aventura mal-sucedida.

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